sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A dama

A Dama



É incrível como as influências são notórias, e as pessoas são tão parecidas, escrevo a você uma carta que nem ao menos sei se terei coragem de entrega la ou envia la, mas pelo sim ou não, te dedico algumas linhas de minhas memórias.

Enérgica, a primeira vista você me contagiou, suas emoções fluindo de sua pele branca, fez com que tudo ao seu redor pareça por instantes tão apagado, sem luz e graça, as ondas do seu espírito dominam tudo e todos, ao ponto de nos hipnotizar e contagiar com seu:

Sorriso, único e grande, alto e ao mesmo tempo tão calmo e brando, que a vergonha de não te fazer rir me constrange, e sem querer faço piadas, conto casos verídicos e outros nem tanto, mas só para poder sentir a sua:

Felicidade, que nos torna mais felizes, pois mesmo nos momentos de tristeza, ocorridos de sua vida tão curta e ao mesmo tempo tão vivida, faz com que pareça que também tivemos participação em tudo que nos conta, e nos seus:

Olhos azuis, tão claros e límpidos que ate me remetem aos mares de sua, minha e nossa mãe, algo tão pequeno diante de seu corpo, mas que não passa desapercebido por nenhum momento, e é neles que podemos ver como você nos olha, como nos encara, como tudo pode mesmo que feio ou ruim nos parecer belo.

Como alguém pode nos olhar com algo tão divino e do nada nos mostrar algo tão obscuro e escondido, assim como você fez comigo em menos de dez minutos de conversa:

- Nossa, você me lembra alguém, não sei quem mas .....
- Como assim alguém?, mas meu resto é comum....

-Não sei, mas você me parece uma pessoa boa, mas......
-Eu sou bom, mas, como assim, mas???
- Seu lado negro meio suicida!
-KKKKKKKKK Eu não falei nada, diz o Jeff rindo,
-Quem te falou que sou meio suicida? como assim ???
-Não sei, sou meio bruxa..... KKK

-Mas Eduardo, Carlos Eduardo, Luiz Eduardo, Eduardo, seu nome me persegue...

Incrível descrição de quem eu mesmo me escondo e finjo não existir, mas como ela mesmo falou, sou meio bruxa; bruxa nada você é d’ Oxum mesmo, kkkkk, agora tento me entender, como é que do nada alguém vira para você e te remete há algo que você nem e mesmo se lembra, e você continua feliz e rindo!

Te explico, tem algo de mágico nela, algo sombrio, que só eu entendo, e nem me preocupo em decifra lo, gosto de abraça la, mesmo sabendo que não posso ficar tocando as pessoas, tenho vontade de morde la, pois é tão fofa, mas me intimido ao me deparar com sua face grande e rosada.

E novamente ela me decifra com seus raios azuis, me paro no meio do café da manhã olhando para ela, ao invés de conversar com meu mestre o Jeffcelophane, ao qual me dedico em todas as manhãs.

Sua voz enérgica e alta passa por todos os cômodos, entope a casa de vida e como Pagu, rainha de seu tanque, ela mostra que não importa onde, o que realmente importa é sua presença e o modo de como ela consegue ser, mesmo fora de seu tanque a melhor anfitriã possível, a minha inquietude logo ao raiar do dia, faz com que assim que lavo meu rosto coma água fria do lavabo do banheiro, me jogo na cozinha e começo a lavar a louça suja da noite anterior, a qual comemos todos juntos no mesmo sofá!

Quero que fique claro que aconteça o que acontecer você sempre estará no meio do meu peito ao lado direito meio centralizado, acima de meus pulmões negros de fumaça do Marlboro light que fumo neste instante, bem centralizada no meu coração corroído pelo tempo e sofrido pelos poucos anos que vivi ate hoje, conte comigo.

Do seu, sempre Eduardo Corrêa.

obs: Inspirado em Caio F. Abreu

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O poeta morreu

Hoje paro, e penso em cima de uma frase magnífica do Cazuza “...Estou cansado de tanta babaquice, tanta caretice e tanta falta do que falar...”; ai você me pergunta: - E eu o que tenho com isso?, pois é”...todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito...”. E ainda assim estamos por um triz.

Olhe ao seu redor, o que vemos?, nada? Muito?, ou apenas as mesmas coisas que diariamente convivemos?. Pois é, esta é a vida da grande parte da população, a mesma população estagnada de uma parada, de um jogo, de um divertimento passageiro, de hábitos corriqueiros, de verdades descobertas por vontades inquietas de não serem descobertas.

Mas uma foto, um gesto, a busca de um consolo, uma pagina de internet ou mesmo ate um histórico de Firefox, te mostra o quanto a carne é fraca, ai vem outra frase “...amor meu grande amor..” e você relembra outros momentos de cara lavada, saia justa, descobertas, grandes descobertas cabulosas, “..e que tudo que ofereço é meu color e endereço..”.

Quero mesmo “...é que dure o tempo que mereça... e que eu seja o último e o primeiro..”.

Será o amor, o bastante para um relacionamento? O carinho? A compreensão ? a dedicação? O companheirismo?. @Jeffcelophane @Ricardodalai vocês meus queridos, sábios, cools, me expliquem a verdade , pois minha mente adolescente, sem perspectivas, compreensão, idéias, VIVENCIAS, não sabem identificar o que leva “...o futuro repetindo o passado...”. Sei apenas que tenho valores, adquiridos pelos erros alheios, pois prefiro “..deixar os dados rolarem..’ e acertar, do que sobreviver sem arranhões.

Hoje me vejo como São Paulo, assoberbado, aglomerado, mutilado, multifacetado, estagnado, inquieto, vazio, cheio, nublado, ensolarado, novo, velho, entre outras tantas palavras que posso descrever a vocês, mas na real “.. quais são as cores, e as coisas... eu tive um sonho ruim e acordei chorando...”, tudo ao mesmo tempo, vivo, incontroladamente os meus desejos, grito, choro, corro, ando, este sou eu, uma porra vencedora, a beira de um colapso nervoso, e por que? Por nada.

Escrevo deliberadamente idiotices, roubo frases feitas, banco o inteligente, crítico os semi analfabetos funcionais, e o que sou se não mais um deles que tanto abomino, que tanto finjo não ser, que raio de ser humano me tornei, e já faz exatamente cinco meses que tento ler um livro e não o termino.

“...Mas o ódio cega e você não percebi..” NE! Kkkk

Acho que vou aproveitar minha tarde, fazendo o que aprendi, a mais amar nesta vida, VIVER..... ate logo.....